A ideia de Revolução em Jogos Vorazes: tem, mas acabou

CONTÉM SPOILERS, claro.

the-hunger-games-catching-fireResolvi ler os livros da série Jogos Vorazes por conta da surpresa provocada pelo segundo filme, Catching Fire (Jogos Vorazes – Em Chamas). Assisti o primeiro muito despretensiosamente e curti, mas terminei o segundo de queixo caído, por causa da sequência final que revela que uma revolução contra o sistema instituído estava em curso. Aí eu falei: “PÉRA, esse filme que a juventude tá toda curtindo e lendo os livros fala sobre revolução? A revolução tá mainstream em Hollywood?? MAS GENT” e fui ler a saga, curiosa.

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Por que mulheres negras não vencem o The Voice US?

Ellen Oléria.

Ellen Oléria.

Eu me amarro em reality shows, mas os realities de música são, de longe, meus favoritos. Acompanhei avidamente todas as temporadas de Fama e as primeiras de American Idol, entre outros. Mas foi The Voice que realmente me fisgou. Entre outros motivos, porque o formato era muito mais respeitoso com os/as artistas participantes, sem aquelas edições com o propósito de tirar um sarro da cara de pessoas que tivessem um desempenho ruim ou que fossem consideradas “estranhas”, como era muito comum no American Idol, por exemplo.

[O The Voice Brasil, que nunca posso renegar por ter me apresentado a DIVA MÁXIMA Ellen Oléria, não acompanho por motivos de: Carlinhos Brown. Why so insuportável?]

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Por que mulher é “cozinheira” e homem é “chef”?

Meu relacionamento com o mundo da cozinha é relativamente recente. Eu sempre gostei muito de comer, mas minha família nunca foi particularmente interessada em cozinhar. Essa história de “comida da vovó”, “comida da mamãe” nunca fez muito sentido pra mim, já que lá em casa fazer comida era muito mais uma questão de necessidade, de sobrevivência, do que qualquer outra coisa. Assim, a tríade carne moída, arroz e feijão reinou na minha infância e adolescência e eu basicamente não aprendi a cozinhar de verdade.

rita

Rita Lobo, diva máxima.

Enquanto eu crescia, acabei adotando uma política de sempre responder “sim” para quando alguém me perguntava “você gosta de comer x?” porque, com frequência, eu nunca tinha experimentado x. Assim acabei me tornando uma dessas pessoas conhecidas por comer de tudo.

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Guest Post: Racismo e legislação no Brasil

Blogagem Coletiva 21 março

Texto de Rael Fiszon Eugenio dos Santos*

Pela segunda vez a amiga Bárbara me convoca e cede espaço de seu Blog para algumas reflexões minhas sobre o racismo e as relações raciais no Brasil. A primeira foi no contexto do feriado nacional em respeito à “consciência negra”, 20 de novembro. Desta vez, estamos aqui para refletir sobre o racismo brasileiro graças ao Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março.

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8 de março não é pra comemorar.

8 de março é o grande dia de luta para o movimento feminista. E, ao mesmo tempo, é o dia em que se materializa da maneira mais simplista e incômoda esse maldito binarismo contra o qual temos lutado historicamente: mulheres são de Vênus, homens são de Marte. Meninas gostam de rosa, meninos de azul. Meninas são delicadas, meninos são corajosos. E por aí vai.

O dia internacional da mulher é, majoritariamente, um dia feito para agradecer. Agradecer às mulheres da sua vida por serem mulheres. E “ser mulher”, nesse caso, é enfeitar os seus dias, embelezar seus caminhos, perfumar seu redor, cuidar de você, dar aquele temperinho à sua comida. Isso quando elas não estão na TPM, não é? Haha. Mas faz parte do charme delas, que graça quando ficam bravinhas. E dá-lhe incontáveis tons de rosa espalhados pelos anúncios publicitários. E distribuição de flores nas portas de lojas e de supermercados. E “feliz dia da mulher!”. Feliz?

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Nota sobre a eleição de Marco Feliciano (PSC) para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara

Como era de se esperar, o pastor racista e homofóbico Marco Feliciano foi eleito hoje presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias numa sessão fechada, depois do adiamento frente às manifestações populares de repúdio que impediram a realização da eleição ontem.
A eleição do pastor foi resultado de uma manobra política ardilosa da bancada evangélica (encabeçada pelo PSC e com apoio dos partidos de direita PP, PMDB e PSDB, que cederam suas vagas na comissão para o PSC) para IMPLODIR a comissão e garantir a continuidade da desigualdade, da opressão e da violência contra as minorias no Brasil.
Esse episódio, que se trata de apenas mais um em um universo muito maior, é particularmente preocupante porque revela como o conservadorismo se incorporou ao Estado, tomando conta dos meios institucionais. E quando o povo se levanta contra ele e protesta, recorrendo a esse direito tão básico que deveria ser garantido pela democracia, o Estado recorre a uma manobra ditatorial: a reunião com portas fechadas, com seguranças na porta para impedir que o povo entre no espaço onde supostamente é representado.
Os deputados contrários à eleição de Marco Feliciano se retiraram da sessão em protesto e prometem recorrer às instâncias possíveis. Mas sabemos mais do que nunca o quanto o Estado é conservador. Eles não nos representam. Perdemos hoje pra covardia, pra ditadura e pro fundamentalismo religioso. Mas a luta não pode em absoluto parar. A CDHM não é espaço nosso; pelo contrário: atuará contra nós. Nosso espaço são as ruas, nosso poder é a luta popular. Não passarão!

Meninos, eu vi.

Eu hesitei bastante quanto a assistir ao show do Criolo ontem, na Fundição Progresso, e acabei comprando ingressos já num lote mais caro, depois de ouvir o Nó na Orelha com cuidado e perceber que valia muito trocar outras programações pra ver, ao vivo, qual era a desse cara afinal. E fui muito bem recompensada pela decisão positiva.

A noite começou bem com B-Negão e os seletores de frequência, enquanto ouvia-se o rumor de que o show do Emicida, que rolou na mesma noite na casa de show ao lado, o Circo Voador, só começaria por volta das 3h da manhã, quando o Criolo acabasse a apresentação. Fraternidade do hip hop em tempos de competição de egos no showbizz.

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