Um drops de esperança:

“I believe in earning one’s own way
but I also believe in the unexpected gift.”

(Charles Bukowski)

Eu nunca gostei muito desse negócio de esperança. A esperança é a última que morre. Então, coitada, espera, espera, vê os amigos todos morrendo e acaba morrendo sozinha, de solidão, de esperar. Esperança é verde, é bonito, todos tem, todos recomendam, a esperança estampa camisas. Mas de esperar mesmo ninguém gosta. Pra mim esperar soa muito passivo, esperar soa como torcer pra que as coisas aconteçam sem de fato fazer nada pra isso.

Mas tem vezes que a gente já fez de um tudo. Joga-se o jogo, lança-se as cartas… e os resultados parecem não chegar. Então, o que resta é esperar mesmo, não tem muito jeito. Mas aí se trata de um esperar ativo, que trabalha, luta, sua, mas que também sabe que é preciso deixar o tempo correr, a vida viver e as oportunidades se apresentarem.

Por isso é bom – quando o chão fica escorregadio e tudo parece incerto, quando já estamos cansados de agir, correr atrás, trabalhar e lutar, de jogar o jogo e não conseguir uma boa mão de cartas – lembrar que às vezes é preciso esperar. Esperar pra ver como a vida vai se desenrolar. E torcer, por que não? Pra que venha algo bom. Há de vir, sempre há.

(Essa música é do clássico West Side Story, mas desculpa, mundo, a versão do Glee é mais legal.)

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