Minha síndrome de Papai Noel (self-made presentes!)

Esse será um post bem atípico aqui no blog, mas acho que tem uma certa utilidade pública. É que tenho orgulho em anunciar que esse ano eu mesma fiz todos os presentes de Natal que dei. 🙂

Além de ter economizado um bocado, isso foi o resultado de um ano em que aprendi a fazer uma porção de coisas legais e retomei alguns velhos costumes. Quando eu era mais nova, tinha uma pasta com recortes de imagens legais de revistas e afins que eu usava quando precisasse fazer um cartão de aniversário ou alguma outra estripulia artesanal. A verdade é que eu sempre me amarrei em brincar dessas coisas e, mesmo depois da infância, nunca larguei o corte-e-colagem, as combinações de cores, as tintas e as canetinhas. Longe de ser artista (como é o caso de alguns amigos meus), eu estou mais pra uma criança velha que se diverte com essas coisas, porque o jeito como me sinto fazendo isso hoje é exatamente igual a como me sentia quando era pequena. Mas parece que o hábito infantil foi refinado por uma coisa muito importante: o diálogo. Esse ano eu aprendi com alguns amigos a fazer uma porção de coisas que nem imaginava:

O Leitão me ensinou a fazer caxinhas com cartões Mica (esses que você pega de graça em restaurantes e centros culturais). São 8 cartões, 4 pra base e 4 pra tampa.

Aí a resposta a quem me vê catando cartõezinhos em todos os lugares.

Aí a resposta a quem me vê catando cartõezinhos em todos os lugares.

A Malu me ensinou a fazer marcadores de livros com os mesmos cartões (e recortes de revistas e afins, se você estiver se sentindo artístico), ímãs (desses de divulgação de farmácia e delivery, sabe?) e contact pra dar o acabamento.

Pra fechar o embrulho, aquele arame que vem fechando o pão de forma.

Pra fechar o embrulho, aquele arame que vem no pão de forma.

O Cau e a Cláudia me deram dicas de como fazer essas caixas mais elaboradas, que a gente compra a base de madeira (não é realmente madeira, é aquela caô que vende na papelaria, esqueci o nome) e trabalha em cima. Isso é o mais novo pra mim, mas é muito legal! Sobre a base já pronta, dá pra fazer o corte-e-colagem com as figuras de revistas, passar betume, se quiser (pra dar uma envelhecida que uniformiza as imagens) e depois dar um acabamento com verniz. Se bem que eu não passei verniz depois do betume não, porque na “bula” tava escrito que ele também é um tipo de verniz… (cê vê a pessoa que não entende das coisas) mas acho que ficou tranquilo sem!

Porta controle-remoto (com tinta acrílica, recortes e betume).

Porta controle-remoto (com tinta acrílica, recortes e betume).

Essa foi, de todas as coisas, a que eu achei mais bonita. Nas 4 faces: moça com brinco de pérola, Monalisa pop, ilustração de chacretes e uma pintura desconhecida.

Essa foi, de todas as coisas, a que eu achei mais bonita. Nas 4 faces: moça com brinco de pérola, Monalisa pop, ilustração de chacretes e uma pintura desconhecida.

A Sophia, já há um tempo, tinha me dado a dica do molespobre. Eu fiz um há uns 2 anos e depois me esqueci. Esse ano retomei a prática, embora eu seja uma negação na hora de costurar as folhas. Mas fazer as capas realmente me agrada, porque sou a menina do corte-e-colagem, hehehe.

Dessa vez eu roubei: ao invés de costurar, grampeei as folhas do caderno! hihihi

Dessa vez eu roubei: ao invés de costurar, grampeei as folhas do caderno :B

Cabe a menção honrosa ao nanquim e à aquarela, que a Sophia, a Camila e o Liniers (porque sou chique e fiz oficina de quadrinhos com ele esse ano! huhuhu) me influenciaram a conhecer. Não trabalhei com eles nnos presentes de Natal (se bem que já dei um desenho de presente, sim 🙂 ), mas se tornaram parte de uma atividade bem querida também.

Oficina de quadrinhos com o Liniers, em agosto (?) desse ano, na Caixa Cultural. Foi TÃO legal! :D

Oficina de quadrinhos com o Liniers, em agosto (?) desse ano, na Caixa Cultural. Foi TÃO legal! 😀

Fiquei super orgulhosa quando vi todos os presentes embrulhadinhos e bonitinhos, mas o mais legal mesmo foi pensar o que eles representam. A concretização de uma troca de saberes muito bacana, da generosidade de cada pessoa que se dispôs a me ensinar o que sabe, a me dar os bizus das paradas e a me ajudar. Quando o Leitão me ensinou a fazer as caixinhas, ele disse que tinha como condição que eu ensinasse outras pessoas a fazer também. Ensinei pessoalmente, e esse post fica sendo não um tutorial passo a passo, mas um estímulo pra que alguém se anime a fazer essas coisas. Eu não tenho grandes talentos não, sou toda enrolada e tudo que eu faço fica com um jeito meio tosquinho, meio infantil. Fico brincando que é minha assinatura – e de certa forma é mesmo, afinal pra que tudo tem que ficar tão milimetricamente correto? Se nada disso é pra ser mercadoria, cada vinco fora do lugar é um depoimento de que fui eu e não sei lá quem de alguma cadeia produtiva complicada e problemática quem produziu aquele presente. E acho que os presenteados sentirão isso assim também, positivamente. Espero que seja assim! 🙂

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2 respostas em “Minha síndrome de Papai Noel (self-made presentes!)

  1. Na oficina de quadrinhos você parece a sua mâe quando escrevia algo.

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