Cantada de rua é violência.

Parece uma faixa arranhada do disco feminista: cantada de rua é violência. Tem milhões de textos nos blogs feministas sobre isso por aí, tantos que tenho até preguiça de procurar pra linkar (até porque agora tô escrevendo no calor da raiva). Mas por mais que a gente fale, por mais que a gente debata, por mais vezes que eu já tenha proferido essa frase na minha vida, a cantada de rua parece ser um fantasma que persegue, que assombra uma mulher – pelo simples fato de ela ser mulher – pela vida inteira. “Um fantasma que persegue” é uma metáfora precisa, aliás, porque as vozes mudam, os agentes mudam, mas o sentimento de medo e revolta que provoca é absolutamente o mesmo, essa sensação de ser perseguida, “stalkeada” pra usar o termo corrente nas redes sociais, por alguma coisa disforme e persistente.

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