Carlos.

A primeira vez que me apaixonei por Carlos foi na escola. Líamos, como é de praxe no currículo escolar brasileiro, o Poema das Sete Faces. Eu já amava a literatura nessa época e começava a me interessar pela poesia. Foi quando li: “Meu Deus, por que me abandonaste/ se sabias que eu não era Deus/ se sabias que eu era fraco”. E assim me apaixonei, subitamente, num lampejo. Uma mão se esticou de dentro pra fora do livro e enfiou o dedo abruptamente na carne do meu coração.

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Eleições Rio 2012: Apenas começamos.

Não fomos derrotados.

É verdade que teríamos comemorado uma ida para o segundo turno como uma vitória de campeonato (quem não gosta de esportes me perdoe, mas é a única analogia que consigo fazer), e nos abraçaríamos e choraríamos gargalhando, e nos molharíamos se caísse uma chuva do céu, como no grande comício da Lapa, e bradaríamos que nada, nada é impossível de mudar.

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Cinco coisas que aprendi com Eric Hobsbawm:

A notícia corre o mundo: Eric Hobsbawm faleceu com 95 anos, vítima de uma pneumonia e após longa luta contra uma leucemia. Os marxistas estão enlutados e seguirão lutando. Mas também todos os historiadores, todos os humanistas lamentam a partida do grande historiador do grande século XX. Hobsbawm representava uma coisa que é ruim de ver partir: uma intelectualidade engajada, crítica e compromissada com a transformação social.

Desenho meu no livro “Sobre História”.

Hoje é dia de incontáveis homenagens. Fica aqui a minha, modestíssima: uma pequena lista de lições que o professor Hobsbawm me ensinou.

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