Encontro Nacional das Blogueiras Feministas e o otimismo na mala.

Mudei o layout, geeente! Brigada, Nessa Guedes, por me dar a dica simples, mas preciosa dos menus! =) Agora é vermelhou o curral, chalalalaláááá

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Como eu espero que alguns de vocês saibam, nesse fim de semana aconteceu no Instituto Rosa Luxembourg, em Pinheiros, São Paulo, o I Encontro Nacional das Blogueiras Feministas. O grupo, que nasceu como uma lista de e-mails para reunir o que pareciam ser as poucas feministas presentes na blogosfera, se desenvolveu e se afirmou, no encontro, como um coletivo político suprapartidário (mas de esquerda, tá? não sou eu quem fala, é a Simone de Beauvoir quem diz!) super plural e promissor.

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Música Sensual Brasileira

Esse é um post que não tem nada ver com nenhum outro do blog inteiro e, tecnicamente, nem com o que o blog se propõe a fazer. Mas… e daí? O blog é meu, faço o que eu quiser com ele! #donodabolafeelings

Então eu tava esperando o sono chegar e, como ele aparentemente ficou preso no trânsito, resolvi fazer uma lista com 10 músicas sexies da MPB. 1) Não são AS dez músicas MAIS sexies, são as 10 músicas sexies que eu lembrei. 2) Certamente eu esqueci de várias excelentes, e é por isso que vocês vão me ajudar lembrando-as na caixa de comentários ali embaixo!

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Dia dos professores.

Dia dos professores. Um dia para lembrarmos de todos os mestres que marcaram nossas vidas, aqueles que realmente fizeram a diferença na nossa formação. Pessoas incríveis, maravilhosas, questionadoras, pessoas que nos fazem refletir criticamente sobre coisas que jamais tínhamos pensado. Hoje é dia de agradecer, abraçar e prestar homenagens a esses professores, e também a categoria de professor, em geral. Afinal, a educação é talvez a coisa mais fundamental da nossa sociedade. É a educação que forma as gerações futuras, é através dela que se engendra a possibilidade de um futuro melhor do que esse presente que, convenhamos, não está nada bacana.

Dia do professor. Todo mundo concorda que a educação é a coisa mais importante do mundo. E o professor aparece como o grande protagonista nessa história. Você é professor? Parabéns. Parabéns pelos serviços fundamentais prestados à sociedade.

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Discurso de oradora da formatura da turma de 1.2011 – História UFF

A universidade é um período muito interessante da nossa vida. Que a gente cresce, vai se adultizando, mas que também é o auge da juventude. As maiores loucuras, as melhores aventuras e ao mesmo tempo, o descobrimento – ou melhor, a escolha – do que diabos você vai fazer com a sua vida. Todo mundo acha que ser estudante universitário é mole. “Aproveita!”, eles nos dizem. Mal sabem eles do delicado equilíbro que temos que segurar, como se fosse uma bandeja com uma garrafa em cima (de Itaipava, que é mais barato). Ao mesmo tempo que nós temos que cumprir a tarefa de sermos jovens, de sermos livres, de sermos tudo que todo mundo tem saudade de ser, temos que começar a construir as nossas vidas. É um equilíbrio delicadíssimo, que um dia chega ao pico: o dia da formatura. Tudo bem, todo mundo feliz, já entregou a monografia… Mas agora começa a vida. Agora não dá mais pra adiar, começou. E aí, meu amigo, é desespero total. Quem não sentiu, quem não sente aquela ansiedade da incerteza, da vida inteira pela frente, pra que acabaram de dar a largada? Talvez fosse mais tranqüilo se você tivesse feito Direito, já era efetivado no escritório ou então tinha passado num concurso e… Provavelmente a sua família inteira já te falou isso, então não vou falar de novo. Aliás, eu vou falar muito pelo contrário. Vou falar pros pais: Pais, a gente fez História. A gente se formou em História. Eu não sou mais só o revolucionariozinho nos almoços de domingo em família, eu sou um revolucionariozinho formado em História. E sabe o que eu vou fazer com isso? Sabe? Tem gente que ainda não sabe responder essa pergunta, é verdade. Mas acho que muitos sabem. É difícil entrar e sair da História e não se tornar professor.

Reza a lenda que a gente sai cheio de sonhos transformadores da licenciatura e logo, logo se decepciona no exercício do magistério. “Reza a lenda” nada, eu já li isso em uma porção de textos e já ouvi de muitas bocas. Mas eu espero profundamente que não. Eu espero profundamente que a gente consiga encarar a realidade de frente, dê um tropeço ou outro, mas que possamos transpor toda a dificuldade ainda carregando no coração os nossos sonhos. O caminho da História não é um dos mais fáceis de todos. É um dos mais difíceis, mas também é um dos mais bonitos. E é por isso que a sua família deve se orgulhar de você não ter feito Direito (se alguém tiver feito Direito, sem ofensas). Numa simplificação grosseira, eu posso afirmar que História é o estudo das transformações no tempo. A disciplina da História tem a ver intimamente com a palavra transformação. E não importa o que certos Fukuyamas da vida possam ter dito, a História não acabou, e o presente é um momento histórico passível de transformação. Só que transformação, meus amigos, só se faz com sonho. E, pra nossa sorte, sonho é a especialidade máxima da juventude. Independente do caminho que cada um escolha daqui pra frente, estamos formados em História. E isso significa que não importa o quanto o presente pareça engessado, o quanto o mundo pareça triste… Como disse o poeta russo Maiakowski, “o mar da História é agitado” e havemos de atravessá-lo, cortando as ondas, se continuarmos tendo como combustível nossos sonhos.