Michael.

Não tenho muito o que dizer, na verdade, porque muita coisa já está sendo dita. A imprensa internacional nunca deixou Michael em paz e não é hoje, dia da sua morte, que isso acontece – muito pelo contrário.

Na tarde de hoje, eu e Tito assistíamos vídeos no youtube, quando eu procurei Heartbreak Hotel do Elvis e descobri uma música de mesmo título cantada pelo Michael num show. Começamos a passear de vídeo em vídeo, de Michael em Michael. Black or White, com aquela introdução característica que me remete ao tempo em que ele me foi apresentado como o rei do pop, quando eu tinha meus 5, 6 anos. Don’t stop ‘till you get enough, com a clássica puxada na manga e a pose de lado com a pélvis projetada pra frente, enquanto os dedos estalam. They don’t care about us, o clipe gravado no Brasil junto com o Olodum, no Pelô. Ríamos, dançávamos, cantávamos. Admirávamos o rei do pop, da dança, da música black or white.

Sei lá. Era muita loucura pra uma cabeça só. Um perfeccionismo violento pra si e pros outros… Mas ninguém nunca vai saber a “história verdadeira”. Michael Jackson foi histórias. De querido da imprensa pra demônio, não importa. Ele fez parte da história de todo mundo de alguma forma, mesmo que tenha sido quando aquela professora da primeira série obrigou as meninas se apresentarem pros pais dançando vestidas de Madonna e os meninos de Michael Jackson.

Recebi a notícia só agora à noite, no meio da aula de dança. Não acreditei. A cultura pop norte-americana perde seu ícone máximo. Cada um de nós perde o “áu!” acompanhado do chutezinho clássicos. E não importam processos, mentiras, verdades, abusos, alienação, MTV… Michael Jackson era FODA. Há que se admitir.

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Uma resposta em “Michael.

  1. Tô meio bolado com o acontecimento também. Não sei porque, mas a idéia do Michael Jackson morrer me parece mais absurda que qualquer outra. Não parece ter razão de ser. Talvez, mas isso eu só pensei agora, porque ele não tem qualquer traço de morte no que ele fazia de foda, nas danças dele e na música. Mesmo com a carreira dele tendo acabado há tanto tempo, o que ele fez é tão simples e único que não parece ser passível de algo tão delimitador quanto a morte.

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