Mudei o layout, geeente! Brigada, Nessa Guedes, por me dar a dica simples, mas preciosa dos menus! =) Agora é vermelhou o curral, chalalalaláááá…
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Como eu espero que alguns de vocês saibam, nesse fim de semana aconteceu no Instituto Rosa Luxembourg, em Pinheiros, São Paulo, o I Encontro Nacional das Blogueiras Feministas. O grupo, que nasceu como uma lista de e-mails para reunir o que pareciam ser as poucas feministas presentes na blogosfera, se desenvolveu e se afirmou, no encontro, como um coletivo político suprapartidário (mas de esquerda, tá? não sou eu quem fala, é a Simone de Beauvoir quem diz!) super plural e promissor.
“Promissor” não no sentido de que é ainda uma idéia promissora, porque nesse um ano, mesmo sem muitas de nós nos conhecermos pessoalmente – o que felizmente mudou -, o Blogueiras Feministas ganhou proporções muito bacanas e atuou pra caramba na luta pela igualdade de gênero. Eu não vou conseguir lembrar de tudo (me ajude quem puder), mas as diversas blogagens coletivas, a participação nas Marchas das Vadias em todo o país, a adesão à Frente Naciona de Luta contra a Criminalização da Mulher e pela Legalização do Aborto, o diálogo com Iriny Lopes e a SPM foram algumas das ações de sucesso citadas dessa nossa caminhada bonitona. A “promessa” está no grande otimismo que todas as participantes do encontro parecem ter levado na mala (incluo aqui as que não participaram presencialmente, mas que acompanharam por streaming), que nos deu um gás incrível pra criar novas estratégias de luta e aumentar o nosso raio de ação.
Pra mim, foi uma experiência completamente nova. Nunca havia participado de uma lista de e-mails que não fosse de algum grupo já consolidado na vida real – e certamente de nenhuma lista com essa dimensão (hoje somos cerca de 420 pessoas!). Embora já fosse claro que o Blogueiras não fosse mais simplesmente uma lista há muito tempo, foi só no encontro que caiu a minha ficha de que, caramba, esse é um coletivo político de fato. Muita gente menospreza a internet como meio de articulação política, sacaneando os “revolucionários de facebook”. Mas negar a importância capital desse mundo de comunicação é querer ser cego. A praça Tahir e a ocupação de Wall Street, para que as redes sociais tiveram importância capital, tão aí pra esfregar na cara dos céticos que a virtualidade também é material, e os movimentos sociais tradicionais precisam se apropriar dela. A internet hoje, além de lugar pra paquerar e jogar fazendinha, é um campo de disputa ideológica que nós precisamos disputar. Foi inclusive uma das nossas deliberações correr atrás de promover oficinas de blogagem pra militância “dinossaura” e pra juventude.
Eu aprendi um milhão de coisas nesse encontro, conheci um monte de gente bacana e tô animadassa. Nada como um sopro revolucionário no nosso rosto pra dar aquela revigorada e fazer querer seguir em frente. Temos muito contra que lutar, é verdade, mas também tem muita gente boa nesse mundo. E tenho a impressão de que não sou só eu que estou com esse óculos revolucionário na vista, mas que as crises também estão fazendo surgir muita movimentação interessante. Vamo que vamo, meu povo! Correr atrás do que eu quero, do que as blogueiras feministas querem: igualdade.






Andaram dizendo: